CAOS NA EDUCAÇÃO
CAOS NA EDUCAÇÃO: deputada Sâmia Bomfim Denuncia Demissão de Milhares de Professores em São Paulo

Deputada federal acusa gestão Tarcísio de Freitas e Renato Feder de promover “desmonte” da rede estadual; cortes atingem professores categoria O e geram incerteza para o ano letivo de 2026.
SÃO PAULO – A rede estadual de ensino de São Paulo, a maior do Brasil, atravessa um início de ano letivo marcado por protestos e instabilidade. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) utilizou suas redes sociais e a tribuna para denunciar o que chama de “política de terra arrasada”: a demissão em massa de professores temporários, os chamados Categoria O, pela gestão do governador Tarcísio de Freitas e de seu secretário de Educação, Renato Feder.
O Desmonte em Números
Segundo a parlamentar, a dispensa de dezenas de milhares de docentes compromete o funcionamento de escolas de norte a sul do estado. O governo estadual justifica as movimentações como parte de uma “reorganização administrativa” e foco na realização de novos concursos, mas para Sâmia Bomfim, a realidade é outra.
“Tarcísio e Feder estão destruindo a escola pública paulista. Demitir milhares de professores de uma vez só não é gestão, é crueldade com o profissional e com o aluno que fica sem aula”, disparou a deputada.
Impacto nas Escolas: Salas Vazias e Incerteza
O cenário denunciado pela deputada reflete-se no cotidiano das unidades de ensino:
- Falta de Professores: Disciplinas fundamentais seguem sem docentes atribuídos.
- Sobrecarga: Professores efetivos estão sendo pressionados a assumir cargas horárias extenuantes para cobrir o vácuo deixado pelos demitidos.
- Precarização: A instabilidade dos contratos temporários gera rotatividade, impedindo a criação de vínculos pedagógicos essenciais para o aprendizado.
O “Fator Feder” e a Tecnologia
A crítica também recai sobre o secretário Renato Feder, cuja gestão tem sido pautada pela digitalização extrema e pelo uso de aplicativos em sala de aula. Sâmia Bomfim sustenta que o governo prioriza a compra de tecnologias e plataformas digitais em detrimento da valorização do capital humano. “Estão trocando professores por telas e algoritmos, enquanto os profissionais da educação são jogados no olho da rua”, afirmou.
Reação e Resistência
A denúncia de Sâmia Bomfim ecoa nos sindicatos da categoria, como a APEOESP, que já planeja uma série de paralisações e atos em frente à Secretaria de Educação e ao Palácio dos Bandeirantes. O objetivo é pressionar o Judiciário para barrar as demissões e exigir a prorrogação dos contratos até que concursos públicos efetivos supram a demanda real da rede.
Radiografia da Crise na SEDUC-SP
| Ponto de Conflito | Argumento do Governo (Tarcísio/Feder) | Denúncia (Sâmia Bomfim/Sindicatos) |
| Demissões Categoria O | Ajuste necessário e cumprimento de prazos legais. | Demissão política que gera desemprego e falta de aulas. |
| Modelo de Gestão | Foco em resultados, tecnologia e metas digitais. | Substituição do saber pedagógico por plataformas pagas. |
| Concurso Público | Promessa de convocação de novos efetivos. | Lentidão no processo e falta de profissionais para o imediato. |
| Situação das Escolas | Rede segue operando dentro da normalidade. | Caos instalado com atribuições de aula confusas. |
Fonte: Portal de Noticias

