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Entenda por que o Palmeiras atrasou o pagamento das parcelas pela compra de Piquerez

Verdão terá mais uma ação na Fifa para depositar o valor devido ao Peñarol-URU

 

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Palmeiras será notificado pela Fifa por falta de pagamento pela compra de Piquerez (Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Palmeiras é mais uma vez alvo de uma ação na Fifa por conta do atraso no pagamento referente à compra de Piquerez junto ao Peñarol-URU. A dívida é de 900 mil de dólares (R$ 4,38 milhões), pela última parcela da transferência, que foi acorda há cerca de dois anos. Mas qual é o motivo para que o Verdão não pague a conta no prazo? O Lance! buscou as respostas com fontes do clube.

Segundo apuração da reportagem, a questão que pesa para o atraso é o problema no fluxo de caixa do Alviverde. Ou seja, naquele mês em que a parcela vence, o clube não dispõe do valor cheio para pagar ao credor, seja o Peñarol ou qualquer outro envolvido que tenha algo a receber no período.

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Apesar de julho ter fechado com lucro de R$ 28,9 milhões, o Palmeiras vinha de um primeiro semestre com déficit de quase R$ 3 milhões em suas contas, o que pode ter prejudicado o planejamento para pagar os uruguaios.

Tanto é que houve uma tentativa de acordo do Alviverde em agosto para evitar a ida para a Fifa, mas o Peñarol preferiu buscar a entidade, o que acarretará em uma multa e juros, fazendo com que a dívida chegue a cerca de 1 milhão de dólares (R$ 4,87 milhões).

Com a burocracia e o tempo de julgamento do caso, a tendência é que o veredicto da Fifa saia apenas em 2024, quando efetivamente o Palmeiras terá um prazo para quitar o valor. Se não pagar, pode sofrer punições como a proibição de contratar jogadores em uma janela de transferências.

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Piquerez está no Palmeiras desde 2021, quando foi contratado junto ao (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)

A parcela que venceu em 2022 também teve atraso até chegar nos cofres do Peñarol. Com isso, os uruguaios buscaram a Fifa e o Palmeiras precisou pagar 1 milhão de dólares (R$ 4,84 milhões na cotação da época), mais 100 mil dólares de multa (R$ 484 mil). Ao cumprir a notificação da entidade, os dirigentes palmeirenses evitaram uma sanção.

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