domingo, março 15, 2026
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SUS adota estratégia com antibiótico para prevenir sífilis e clamídia

Estratégia com doxiciclina poderá ajudar a reduzir casos de sífilis e clamídia em grupos mais vulneráveis

Ilustração colorida mostra representação da bactéria causadora da sífilis, que tem formato de mola - Metrópoles

O Ministério da Saúde decidiu incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) uma nova estratégia para prevenir infecções sexualmente transmissíveis bacterianas. A medida prevê o uso da doxiciclina após relações sexuais desprotegidas como forma de reduzir o risco de infecção por clamídia e sífilis.

A iniciativa foi avaliada e aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A estratégia, chamada de DoxiPEP, consiste no uso do antibiótico após uma possível exposição ao risco de infecção.

A proposta é diminuir a incidência de novas ISTs, especialmente a sífilis adquirida, que ainda representa um importante problema de saúde pública no Brasil.

Na prática, o cuidado envolve a ingestão de dois comprimidos de doxiciclina após a exposição sexual sem proteção. O objetivo é impedir que bactérias responsáveis por essas infecções se estabeleçam no organismo.

Segundo a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a decisão foi baseada em evidências científicas que demonstram a eficácia e a segurança da estratégia.

“Essa decisão reflete o compromisso do Governo do Brasil em incorporar tecnologias que tenham eficácia, segurança e impacto comprovados. A DoxiPEP é uma estratégia respaldada por evidências científicas e que pode contribuir para reduzir a incidência de ISTs no país”, afirma, em comunicado.

Quem poderá receber o tratamento?

A oferta do tratamento será direcionada inicialmente a grupos considerados mais vulneráveis a essas infecções.

Entre eles estão homens cisgênero gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens, além de mulheres transgênero que tiveram pelo menos um episódio de infecção sexualmente transmissível nos últimos 12 meses.

De acordo com o Ministério da Saúde, a definição da população prioritária também foi baseada em estudos científicos que apontam maior efetividade da estratégia nesses grupos.

A pasta também informou que pretende apoiar pesquisas nacionais para avaliar o uso da DoxiPEP em outros públicos, como mulheres cisgênero e homens transgênero.

Antes de ser disponibilizada amplamente no SUS, a estratégia ainda precisa passar por etapas administrativas, que incluem a definição do financiamento do medicamento e a pactuação entre União, estados e municípios.

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<b>Herpes genital -</b> Altamente contagiosa, a herpes genital é causada pelo vírus Herpes simplex (HSV). As pessoas infectadas podem desenvolver pequenas bolinhas vermelhas muito próximas umas das outras na pele das coxas, anus e órgãos genitais. Essas bolinhas contêm um líquido altamente viral de cor amarelada que causa coceira. Além disso, a doença pode se manifestar com febre, dor ao urinar e, no caso de mulheres, corrimento

<b>Aids -</b>é causada pelo vírus HIV e faz com que o sistema imunológico perca a capacidade de defender o organismo. Ainda não tem tratamento conhecido que seja eficaz.
<b>Gonorreia e infecção por Clamídia -</b> Na maioria das vezes, as duas doenças estão associadas. A infecção atinge os órgãos genitais, a garganta e os olhos. Quando não é tratada, a gonorreia pode levar à infertilidade. Os principais sintomas em mulheres são dor ao urinar ou no pé da barriga (baixo ventre), corrimento amarelado ou claro fora do período de menstruação, dor ou sangramento durante a relação sexual. Os homens costumam sentir ardor e esquentamento ao urinar, corrimento ou pus e dor nos testículos
<b>HPV -</b> A infecção por papilomavírus humano (HPV) é uma das mais incidentes e pode ser prevenida com vacina. Ela leva ao aparecimento de lesões na pele dos órgãos genitais de homens e mulheres. A textura dessas alterações pode ser suave ou rugosa, com coloração que varia de acordo com o tom de pele. Elas não causam dor, mas são contagiosas
<b>Sífilis -</b> A sífilis é uma infecção bacteriana geralmente transmitida pelo contato sexual ou pelo contato com sangue infectado. Os primeiros sintomas surgem no intervalo de três a 12 semanas após o contágio, provocando feridas e manchas vermelhas nas mãos e pés que não sangram e nem causam dor. A sífilis pode provocar cegueira, paralisia e problemas cardíacos
Fonte: Metropoles

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