Homem invade casa e atira na ex-sogra na Zona Sul de São Paulo
Homem invade casa e atira na ex-sogra na Zona Sul de São Paulo
Jorge Luis Franco, de 58 anos, invadiu a casa da ex-companheira na Vila Progresso e baleou a ex-sogra; o agressor não resistiu à intervenção policial

Uma noite de violência na Vila Progresso, zona sul de São Paulo, mobilizou o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) após um homem invadir a residência da ex-companheira e balear a ex-sogra. Jorge Luis Franco, de 58 anos, utilizou uma pistola para realizar o ataque e, após manter a ex-mulher sob cárcere privado, acabou sendo morto por um sniper da Polícia Militar. As duas vítimas foram socorridas e não correm risco de morte.
O crime ocorreu quando o agressor foi até o imóvel armado com a intenção de agredir a ex-companheira. No meio da confusão, a mãe da mulher, uma idosa de aproximadamente 80 anos, entrou na frente da filha para protegê-la e foi atingida por dois disparos. Após balear a idosa, Franco atingiu a ex-mulher e a manteve sob ameaça dentro da casa enquanto a polícia cercou toda a área.
Motivação e negociação
Geraldo Germanio da Silva, filho da idosa baleada, relata que o relacionamento da irmã com o agressor durou cerca de 25 anos. A separação ocorreu há um ano, mas Jorge Luis Franco não aceitava o fim da união nem a disputa judicial pela divisão de bens. De acordo com o relato familiar, o homem impedia o contato da ex-mulher com a mãe e demonstrava comportamento agressivo desde o término.
Com a recusa do agressor em se render e o histórico de disparos já efetuados no interior da residência, o GATE assumiu a ocorrência. Os negociadores identificam que o indivíduo se apresentou irredutível. Diante do risco iminente à vida da refém, o comando da operação autorizou a intervenção tática. “O indivíduo já tinha efetuado vários disparos. Foi necessária a intervenção da equipe de sniper para preservar as vítimas”, afirma um oficial do GATE.
Desfecho e apreensão de armas
O Coronel Coutinho confirma que, em razão da dinâmica da ocorrência, a polícia opta pela neutralização do agressor, que morre no local. A ex-companheira e a mãe dela são encaminhadas para atendimento médico e, conforme atualização das autoridades, apresentam quadro de saúde estável.
A investigação revela que a pistola calibre .45 utilizada no crime pertence ao filho do ex-casal, que possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). O jovem afirma aos policiais que não sabe como o pai obteve acesso ao armamento. Além da arma usada na tentativa de feminicídio e homicídio, outras três armas de fogo são apreendidas na residência do rapaz para perícia. O caso segue sob investigação da Polícia Civil para esclarecer as circunstâncias do acesso às armas e o histórico de ameaças.
Fonte: Band

