Secretário de Saúde não dialoga sobre o SUS nem em Conferência
Secretário de Saúde não dialoga sobre o SUS nem em Conferência
Dirigente do Sindsep denuncia na 23ª Conferência Municipal de Saúde, ocorrida no final de semana, o cerceamento do controle social por parte da gestão Ricardo Nunes/Luiz Zamarco
Por Redação Sindsep
Alonir Viola, dirigente do Sindsep, com trabalhadores(as)
e usuários(as) rumo às próximas etapas
O Sindsep participou, entre os dias 2 e 4 de julho, da etapa municipal em São Paulo preparatória à 10ª Conferência Estadual de Saúde de São Paulo e 18ª Conferência Nacional de Saúde. As dirigentes Flávia Anunciação (secretária de Trabalhadores da Saúde), Laudiceia Reis (secretária de Políticas Sociais) e Priscila Tancredi (coordenadora da Região Leste II), e o dirigente Alonir Roberto, o Viola, (coordenador da Região Sul II) se somaram a outros(as) delegados(as) dos segmentos Trabalhador e Usuário para defender a realização de concursos públicos e o fim da privatização do SUS pelo governo Ricardo Nunes/Luiz Zamarco.
Além da participação e sugestão nos debates e propostas que serão levadas às etapas estadual e nacional, a delegação denunciou o cerceamento do controle social por parte da gestão.
Laudiceia Reis sustenta posição em favor de concursos

Priscila Tancredi participando de debate em outro eixo
Flávia Anunciação na discussão em grupo
Laudiceia Reis, agente de combate a endemias concursada na UVIS M´Boi Mirim, zona sul, e conselheira municipal da saúde na cidade de São Paulo, criticou as dificuldades colocadas para a participação da 23ª Conferência Municipal de Saúde, principalmente contra quem defende um SUS 100% público, com investimento público e trabalhadores(as) concursados(as).
“Alguns problemas aconteceram e temos consciência que todos os eventos grandes são difíceis de organizar, mas saibam que foi com muita luta que a gente conseguiu estar aqui. Da mesma forma que foi com muita luta que esse mandato está se encerrando”, pontuou Laudiceia, ao lembrar a rejeição do Plano Municipal de Saúde, “que não dava conta da necessidade da população, nem da necessidade dos trabalhadores”.
CERCEAMENTO AO CONTROLE SOCIAL
Em resposta, o secretário de Saúde decidiu encerrar o atual mandato do CMS antes do prazo. “Resolveram nos expulsar. O secretário [Luiz Zamarco] passou por cima da comissão eleitoral e publicou o edital de eleição do conselho antes do prazo regimental. Mas, a gente veio aqui pra dizer que vai seguir lutando, seja participando das comissões ou como convidada, porque o secretário de Saúde, que é o presidente do Conselho, ignorou sistematicamente o pedido para dialogar com os(as) trabalhadores(as) e, principalmente, com os(as) usuários”, denunciou a dirigente.
Laudiceia também ressaltou que, embora as conferências representem importantes espaços de diálogo entre o município e a sociedade civil organizada, e deliberação de propostas para formulação das políticas públicas de saúde no município, o secretário não compareceu à etapa municipal e foi bastante vaiado pelo plenário.
“Essa ausência é uma falta de respeito com cada um que está aqui. Ele [secretário] não tem coragem de discutir a política pública com a população, que é quem merece respeito. Então, quero parabenizar a cada um que está aqui discutindo o SUS e lembrar que nós, trabalhadores e usuários, temos que estar unidos para pressionar a Secretaria de Saúde a [executar] uma política pública que atenda à população e dar um basta à terceirização, porque o trabalhador precisa de vínculos decentes, ter voz pra falar, denunciar o que está errado e pra cumprir a política pública”.
Dirigentes e o coordenador do Conselho Municipal de Saúde
da gestão que reprovou o Plano Municipal de Saúde
Fonte: sindsep-sp.org.br

