Hábitos na meia-idade podem impactar saúde nas décadas seguintes
Especialista aponta alguns dos principais fatores de risco associados à rotina entre os 40 e 50 anos de idade

A ideia de que o envelhecimento só começa na terceira idade vem sendo questionada por especialistas. Estudos indicam que hábitos adotados entre os 40 e 50 anos têm impacto direto na qualidade de vida ao longo das décadas seguintes.
De acordo com a psicóloga e gerontóloga Candice Pomi, escolhas cotidianas feitas nessa fase da vida podem influenciar tanto a saúde física quanto mental no futuro. “Existe uma ilusão de que a longevidade começa quando os sinais do envelhecimento aparecem. Mas, na prática, ela é construída silenciosamente muito antes disso”, afirma.

Entre os principais pontos de atenção estão o sono irregular, o estresse constante, a falta de atividade física e a alimentação desbalanceada. Segundo a especialista, esses fatores podem ter efeito cumulativo ao longo dos anos.
Dormir mal, por exemplo, está associado a prejuízos cognitivos, aumento do estresse e maior risco de doenças crônicas. “O sono é um dos pilares mais importantes, pois regula funções essenciais do organismo”, destaca a profissional.
Outro aspecto citado é o estresse prolongado, comum nessa fase da vida, muitas vezes marcada por demandas profissionais e familiares. “O estresse contínuo impacta o sistema imunológico e a saúde cardiovascular”, explica.
A ausência de atividade física também é apontada como fator de risco, principalmente pela relação com perda de massa muscular e redução da mobilidade ao longo do tempo. Já a alimentação desregulada pode contribuir para o desenvolvimento de condições como diabetes e colesterol elevado.
Além dos fatores físicos, a especialista destaca o impacto das relações sociais. O isolamento e o enfraquecimento de vínculos podem afetar a saúde mental e a qualidade de vida.
Apesar dos riscos, a fase entre os 45 e 55 anos ainda é considerada um período propício para mudanças de hábito. Segundo a expert, ajustes na rotina podem contribuir para melhores condições de saúde no futuro.







