terça-feira, maio 12, 2026
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Redação

O porta-aviões americano USS Abraham Lincoln voltou a atuar no Oriente Médio em meio a pressão dos Estados Unidos para um acordo com o Irã. A situação ocorre depois de notícias de que o navio, o maior porta-aviões do mundo, retornaria aos EUA.

Segundo divulgado Comando Central dos EUA nas redes sociais, o Abraham Lincoln ‘continua operações no Mar Arábico, incluindo a aplicação do bloqueio dos EUA contra o Irã’.

‘Forças do Comando Central redirecionaram 65 embarcações comerciais e desabilitaram 4’, disse.

Além disso, o bombardeiro B-1B Lancer da Força Aérea dos Estados Unidos realizou um voo operacional para o Oriente Médio, anunciou nesta terça-feira (12) o Comando Central dos EUA.

O comando disse que a missão de treinamento ocorreu em 9 de maio, mas não indicou de qual base a aeronave decolou.

De acordo com a Military Air Tracking Alliance, bombardeiros estratégicos americanos B-1B Lancer e B-52H Stratofortress, estacionados na Base Aérea de Fairford, no Reino Unido, realizam missões de treinamento para o Oriente Médio quase diariamente. As operações duram, em média, entre nove e dez horas.

Atualmente, 23 bombardeiros pesados ​​americanos estão estacionados na base britânica: 15 B-1B Lancer e oito B-52H Stratofortress.

O bloqueio dos EUA aos portos iranianos começou em abril, após a guerra entre Irã, Israel e Estados Unidos, que agora se encontra sob cessar-fogo.

O porta-aviões está em mar desde o início do ano, já que foi utilizado na operação dos Estados Unidos na Venezuela que capturou Nicolás Maduro e, posteriormente, enviado ao Irã.

O navio mais avançado da Marinha dos EUA está no mar por mais de dez meses, o período mais longo de um porta-aviões americano em operação desde o fim da Guerra Fria, mas nos últimos meses enfrentou diversos problemas, desde um incêndio na lavanderia até problemas de encanamento que afetaram seriamente todo o sistema de banheiros.

Irã dá ultimato aos EUA e diz que só aceitará acordo se for proposta de 14 pontos iraniana

Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano. — Foto: Reprodução

O principal negociador do Irã durante todas as conversas envolvendo o Paquistão e os Estados Unidos emitiu um ultimato ao governo Trump nesta terça-feira (12). Segundo ele, devem aceitar o plano de paz de 14 pontos propostos por Teerã para finalizar o conflito.

Essa, diz Mohamad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento do país, é a única forma de acordo entre os dois países.

‘Não há alternativa senão aceitar os direitos do povo iraniano, conforme delineados na proposta de 14 pontos. Qualquer outra abordagem será infrutífera e resultará em um fracasso após o outro’.

O presidente do parlamento iraniano acrescentou ainda que, quanto mais Washington demorar a aceitar a proposta, ‘mais os contribuintes americanos terão que pagar’.

Um político iraniano afirmou nesta terça-feira (12) que o parlamento irá considerar o enriquecimento de urânio ao nível necessário para armas nucleares caso os Estados Unidos e Israel ataquem novamente. A afirmação foi feita em publicação nas redes sociais.

Ebrahim Rezaei, porta-voz do Bloco de Segurança Nacional e Política Externa do Irã, escreveu:

‘Uma das opções do Irã em caso de outro ataque poderia ser o enriquecimento de 90%. Analisaremos isso no parlamento’.

Enquanto as usinas nucleares utilizam urânio enriquecido a 3-5%, as armas nucleares normalmente requerem um enriquecimento de 90%.

Existem dois tipos de átomos de urânio no urânio natural, dos quais apenas um, denominado U-235, é capaz de sustentar uma reação nuclear em cadeia. O enriquecimento se refere a um processo complexo que aumenta a concentração de U-235, medida em porcentagem, através da sua separação dos demais átomos de urânio.

Donald Trump tentou repetidamente justificar o início da guerra com o argumento de que o Irã não deveria ter permissão para possuir armas nucleares.

A mídia americana noticiou que o presidente está considerando novos ataques ao Irã para enfraquecer sua posição de negociação, embora Trump já tenha feito ameaças semelhantes há algum tempo.

Fonte: CBN

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