quarta-feira, março 11, 2026
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Paralimpicos

Por 

Raquel Lumena*

 — São Paulo

Cristian Ribera fez história nesta terça-feira (10) ao conquistar a primeira medalha para o Brasil na história dos Jogos Paralímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. O paratleta de 23 anos subiu no pódio com a medalha de prata da categoria sitting (sentado) do esqui cross-country sprint, no Tesero Cross-Country, em Val di Fiemme. O país participa da competição desde a edição de Sochi 2014.

O atual campeão da temporada 2024/2025 da Copa do Mundo da modalidade e vencedor do Globo de Cristal – prestigiado troféu que premia os vencedores gerais da Copa do Mundo de Paraesqui Alpino e outras competições da Federação Internacional de Esqui e Snowboard ao final de cada temporada – participa das Paralimpíadas de Inverno desde a edição de PyeongChang 2018, quando tinha apenas apenas 15 anos e terminou em sexto lugar na prova dos 15km.

Ribera liderou boa parte da prova durante a final, porém acabou sendo superado pelo chinês Zixu Liu na reta decisiva, que conquistou o ouro com a marca de 2min28s9. Emocionado, o paratleta agradeceu o trabalho de sua equipe e ainda acendeu o otimismo para a busca do ouro:

“Quero agradecer muito meu time, trabalhamos sempre juntos, e minha família, afinal é por eles que estou aqui. Faltou muito pouco para a medalha de ouro, mas mérito para a reação do atleta chinês no final da prova. Agora é comemorar o resultado e a próxima meta é o primeiro lugar”.

Conheça o campeão

Natural de Cerejeiras, em Rondônia, Ribera nasceu com uma doença rara que afetou as articulações das pernas. Diagnosticado com artrogripose, a condição afetou o desenvolvimento dos membros inferiores e fez com que suas pernas ficassem atrofiadas, não conseguindo ficar em pé.

Aos três meses de vida, a família inteira se mudou para Jundiaí, no interior do estado de São Paulo, para buscar tratamento, e foi lá que Cristian descobriu o seu amor pelo esporte – que começou como orientação médica.

Já praticou natação, bocha, basquete e capoeira, mas foi no atletismo e skate que se encontrou. Quando a Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN) chegou à Jundiaí em busca de atletas para o esqui cross-country, Ribera logo aderiu ao equipamento e saiu pelo percurso com o rollerski (esqui com rodas), como relatou a mãe em entrevista ao Lance!:

“Quando chegaram aqui, ele sentou no equipamento e saiu andando, saiu pelo percurso andando com o rollerski, e ia. O pessoal ficou encantado, falavam: ‘já descobrimos o cara que a gente precisa para representar o Brasil’’.

O esporte

O esqui cross-country Paralímpico é uma modalidade de inverno adaptada do esqui cross-country para paratletas com diversas deficiências. Inclui provas em pé, sentadas (para usuários de cadeira de rodas) e também provas para deficientes visuais.

Já a categoria ‘sitting’ – a modalidade de Ribera – inclui esquiadores que esquiam com um sit-ski, que consiste em uma cadeira especial fixada sobre um (monoesqui) ou dois esquis, permitindo que atletas com mobilidade restrita possam esquiar sentados.

Fonte: CBN

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