quarta-feira, março 11, 2026
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Meio Ambiente

Vozes das Infâncias nas Políticas Públicas: MMA lança pacto para garantir escuta de crianças e adolescentes na agenda ambiental

Aberto à adesão de instituições públicas e organizações da sociedade civil, documento afirma que a democracia climática só será plena se for intergeracional, estruturada e permanente
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Evento foi promovido pelo DEA na sede do MMA, em Brasília. – Foto: Divulgação/DEA MMA

Crianças e adolescentes participaram do evento “As Vozes das Infâncias nas Políticas Públicas – Legados da COP30 para a Educação Ambiental e a Democracia Climática”, que reuniu representantes do Governo do Brasil, sociedade civil, educadores e estudantes para discutir a participação das infâncias nas políticas públicas ambientais e na agenda climática.

Promovido no início de março de 2026 pelo Departamento de Educação Ambiental e Cidadania (DEA) do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em Brasília (DF), o encontro abordou as reivindicações de crianças e jovens para o cumprimento dos compromissos da COP30, a Conferência da ONU sobre Mudança do Clima realizada em Belém (PA) em 2025.

O ponto alto foi o lançamento do “Pacto pelas Vozes das Infâncias nas Políticas Públicas – Por uma Democracia Climática Intergeracional e Permanente”. O documento foi elaborado com a participação de diversas instituições que atuam na promoção da participação social e na proteção e inclusão das infâncias nas políticas públicas e nas negociações internacionais.

Representantes de diferentes regiões do país chegaram a manifestar apoio simbólico ao pacto, que agora permanece aberto à adesão de instituições interessadas em fortalecer a iniciativa.

“É importante pensar nas infâncias, porque são fases distintas que exigem abordagens diferentes para a construção desse pacto e para o acompanhamento do que foi deliberado na conferência e do que representou a experiência da COP30. Precisamos parar de queimar, parar de desmatar e avançar na construção do pacto pelas vozes das infâncias nas políticas públicas. Também é necessário firmar um compromisso entre nós para implementar o que essas vozes estão trazendo. Sem a participação da sociedade, não é possível que essa política seja efetiva”, reforçou a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, durante o evento.

O pacto defende que a democracia climática deve ser intergeracional, estruturada e permanente e estabelece compromissos para garantir a escuta e a participação de crianças e adolescentes na formulação de políticas públicas ambientais, nas decisões das Conferências das Partes (COPs) e em outros espaços institucionais.

O diretor do DEA, Marcos Sorrentino, afirmou que o pacto busca fortalecer a continuidade das ações na área ambiental. “Os grandes eventos têm papel mobilizador, mas as transformações de que o mundo, que o planeta, que o Brasil precisam têm que ser continuadas, têm que ser construídas no dia a dia, no cotidiano”, declarou.

Durante o encontro também foi exibido o minidocumentário “Benevides – As vozes das crianças da Amazônia”, produzido pelo grupo Allma em parceria com a prefeitura do município paraense. O filme reúne depoimentos de estudantes da rede municipal sobre mudanças climáticas e preservação ambiental. A prefeita de Benevides, Luziane Solon, apresentou iniciativas de educação ambiental desenvolvidas no município.

Para o estudante Miguel Peixoto, 14 anos, do 1º ano do Ensino Médio do Centro de Ensino Médio 09 de Ceilândia (DF), “preservar a natureza é preservar vidas e garantir dignidade às presentes e futuras gerações”. Peixoto foi delegado do DF na VI Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente, realizada em 2025.

“As crianças são pessoas que se importam verdadeiramente com a natureza”, afirmou João Vitor Kaeder, 11 anos, aluno do Ensino Fundamental da cidade de Benevides (PA), que veio a Brasília com a mãe e a irmã especialmente para participar do encontro.

A apresentação do filme marcou o lançamento nacional do documentário, produzido pelo grupo Allma em parceria com a Prefeitura de Benevides (PA). O curta, de 12 minutos, reúne respostas criativas e inusitadas de estudantes da rede municipal de ensino a perguntas como o que fariam para que líderes mundiais se comprometessem com o enfrentamento da mudança do clima, no âmbito do Balanço Ético Global – BEG adaptado ao público infantojuvenil.

Também foi apresentado um vídeo de dois minutos produzido por alunos do Centro de Ensino Fundamental 26 de Ceilândia sobre “As vozes da periferia na COP 30”. Os estudantes também contribuíram para uma exposição de desenhos sobre a temática ambiental, aberta no saguão do MMA.

O encontro terminou com a projeção do longa “O Diário de Pilar na Amazônia”, seguida de debate com a autora da série “Diário de Pilar”, Flávia Lins. O filme, atualmente em cartaz no circuito comercial, reforça a centralidade das infâncias e da cultura amazônida, assim como das florestas, como horizonte simbólico da política climática brasileira e global.

Clique aqui para fazer a adesão ao Pacto pelas Vozes das Infâncias nas Políticas Públicas. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Meio Ambiente e Clima
Fonte: Gov Br

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