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Brasil tem economia que mistura Lula 1, 2 e Dilma 1, diz Dweck em Davos

Brasil tem economia que mistura Lula 1, 2 e Dilma 1, diz Dweck em Davos

Ministra da Gestão defende que governo reorganizou fiscal e reduziu déficit em 70%

Fernando Nakagawa, da CNN Brasil, Davos

O Brasil tem hoje uma mistura das políticas econômicas do governo Lula 1, Lula 2 e Dilma 1. A avaliação foi feita pela ministra da Gestão e Inovação, Esther Dweck, em painel sobre a economia latino-americana no Fórum Econômico Mundial.

“Temos uma combinação dos mandatos anteriores em um período mais curto. O Brasil foi incorporando novas dinâmicas de crescimento. E, agora, elas foram consolidadas”, disse durante o painel “Superando o teto de crescimento da América Latina”.

Segundo Dweck, é possível falar em “uma combinação das políticas do governo Lula 1, Lula 2 e Dilma 1”.

Para a ministra – que é a principal autoridade do governo brasileiro no Fórum Econômico, o Brasil hoje cresce mais rapidamente que no passado por consequência de várias diferentes frentes de atuação do atual governo.

No campo macroeconômico, Esther Dweck mencionou que o atual governo reorganizou a macroeconomia do ponto de vista fiscal “para trazer o investimento público e reforçar as políticas sociais”.

“Houve redução do déficit fiscal mesmo com a retomada dos programas de transferência de renda e do investimento público”, disse, ao repetir argumento do colega Fernando Haddad, ministro da Fazenda, de que o déficit fiscal caiu 70% na comparação com o início do atual governo.

Essa ação, disse a ministra, permitiu incentivar o capital privado a novos projetos. “No Brasil, o investimento privado é muito puxado pelo público, como as concessões que estão muito fortes”.

A redução da desigualdade social, explicou a ministra, não ocorreu apenas com a distribuição de renda. “O Brasil conseguiu uma reforma tributária que simplifica o que era um dos piores sistemas tributários do mundo para um dos mais simples”, disse.

Nesse campo, ela também lembrou que houve mudança do imposto de renda, com redução da regressividade. “Isso é uma mudança distributiva muito grande”, disse.

Ainda no campo orçamentário, Esther Dweck citou que o atual governo recompôs gastos com políticas públicas com saúde e educação.

Houve, ainda, o lançamento de uma nova política industrial que ela considerou “mais ativa”. “Que cria uma nova base de crescimento”, resumiu.

Fonte: CNN

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