Explosão
Explosão que abriu cratera na Rua da Consolação foi causada pelo acúmulo de gases inflamáveis dentro de galeria, diz Enel
Cerca de 30 horas após o incidente, ocorrido na noite de domingo, o buraco foi fechado, e as três faixas da via, liberadas.
Por Redação g1 SP e TV Globo — São Paulo

Após 20 horas de explosão, ainda não se sabe o que causou cratera na rua da Consolação
A Enel Distribuição São Paulo informou na manhã desta terça-feira (3) que a explosão registrada na Rua da Consolação, que abriu uma cratera no asfalto, “foi causada pelo acúmulo de gases inflamáveis dentro de uma galeria subterrânea“. A origem desses gases, porém, ainda não foi identificada, segundo a concessionária.
Cerca de 30 horas após o incidente, ocorrido na noite de domingo, as três faixas da via foram liberadas. Durante a madrugada, o buraco começou a ser fechado e, nas primeiras horas desta terça, o asfalto foi refeito.
A Enel acrescentou que, “após as medições realizadas no local, que indicaram não haver riscos, o buraco foi fechado e devidamente tampado”.
A empresa reforçou que “segue investigando o caso e que o local continuará sendo monitorado”. Segundo a distribuidora, a rede elétrica subterrânea não foi danificada na explosão. “No local, há apenas cabos de energia, sem equipamentos como transformadores”, disse.
A Sabesp informou que uma equipe fez novamente uma vistoria na Rua Consolação e “confirmou que o buraco não é de responsabilidade da Companhia e que as tubulações estão fora da área da ocorrência, dessa forma não foram atingidas”.
A Secretaria Municipal das Subprefeituras disse que “segue acompanhando a investigação por parte das concessionárias sobre a origem da explosão no trecho”.
Momento da explosão
‘Asfalto explode’ e cratera se abre na Rua da Consolação, em SP — Foto: Reprodução/TV Globo
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da explosão, por volta das 23h. Um carro que estacionava no momento foi surpreendido por pedaços de asfalto que pularam na via.
O produtor Rafael Brandão passou pela região cerca de uma hora antes e sentiu um cheiro forte.
“A priori, eu achei que fosse um cheiro de plástico queimado. Só que eu senti um pouquinho de cheiro de gás também. Não ficou muito claro o cheiro. Então, estava uma mistura de gás e plástico”, disse.
Morador do último andar de um prédio próximo ao local, o tatuador Ailton Silva Santana contou que, mesmo de cima, ouviu o barulho e sentiu cheiro.
“Era cheiro de borracha, sabe borracha queimada? Era meio uma mistura de borracha com gás… Um queimado, borracha. Lona de carro quando derrapa”, relatou.

