Zona Oeste

Manifestantes protestam em frente à sede do Banco Master no Itaim Bibi, Zona Oeste de SP

Por Paola Patriarca, g1 SP — São Paulo

  • Manifestantes se reuniram em frente à sede do Banco Master, no Itaim Bibi, Zona Oeste de São Paulo, no começo da noite desta quinta-feira (22).

  • A sede está cercada de tapumes desde quarta-feira (21), o que bloqueou o acesso do grupo à fachada.

  • O protesto foi organizado pelo Movimento Brasil Livre nas redes sociais. O objetivo, segundo organizadores, é pedir mais transparência e o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da investigação do caso.

  • A apuração criminal do caso do Banco Master chegou ao Supremo por decisão de Dias Toffoli, que assumiu a relatoria e determinou a concentração das medidas judiciais no STF, suspendendo procedimentos em instâncias inferiores.

Manifestantes protestam em frente à sede do Banco Master no Itaim Bibi, Zona Oeste de SP

Manifestantes protestam em frente à sede do Banco Master no Itaim Bibi, Zona Oeste de SP

Manifestantes se reuniram em frente à sede do Banco Master, localizado na Rua Elvira Ferraz, no Itaim Bibi, Zona Oeste de São Paulo, no começo da noite desta quinta-feira (22). A sede está cercada de tapumes desde quarta-feira (21), o que bloqueou o acesso do grupo à fachada.

O protesto foi organizado pelo Movimento Brasil Livre nas redes sociais. O objetivo, segundo organizadores, é pedir mais transparência e o afastamento do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), da investigação do caso.

Durante o ato, os manifestantes gritaram: “Ei Vorcaro, cadê a delação?”. Também colocaram nos tapumes fotos dos investigados e faixas, entre elas a frase: “Basta, fora Vorcaro”. Uma equipe da Polícia Militar foi acionada para acompanhar o protesto, que seguia pacífico até a última atualização desta reportagem.

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO

A apuração criminal do caso do Banco Master chegou ao Supremo por decisão de Dias Toffoli, que assumiu a relatoria e determinou a concentração das medidas judiciais no STF, suspendendo procedimentos em instâncias inferiores.

A justificativa apresentada foi a existência de informações econômicas sensíveis, com potencial de gerar impactos sobre o sistema financeiro. Desde então, Toffoli passou a centralizar as decisões relacionadas ao caso.

Entre as medidas estão a decretação de sigilo sobre partes do inquérito e a autorização de atos como acareações. O ministro também apontou urgência na condução do processo, argumentando que a exposição dos fatos poderia afetar o mercado.

Veja fotos do protesto:

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: GloboNews

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: GloboNews

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: GloboNews

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: GloboNews

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: GloboNews

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: GloboNews

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: GloboNews

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: GloboNews

Protesto em frente ao Banco Master em São Paulo — Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Protesto em frente ao Banco Master em São Paulo — Foto: NINO CIRENZA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: GloboNews

Manifestantes pedem transparência em investigação no caso do Banco Master — Foto: GloboNews

Entenda o caso do Banco Master

PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes dele

PF faz buscas em endereços de Daniel Vorcaro e parentes dele

A Polícia Federal deflagrou no dia 14 de janeiro uma nova etapa da operação que apura irregularidades envolvendo o Banco Master, recolocando o caso no centro do noticiário. A investigação foi ampliada e passou a alcançar familiares do controlador da instituição, o banqueiro Daniel Vorcaro, além de outros nomes ligados ao mercado financeiro.

Nos últimos meses, o Banco Master esteve no centro de decisões e questionamentos que mobilizaram o Banco Central (BC), o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Supremo Tribunal Federal (STF).

A crise teve início com suspeitas relacionadas a operações financeiras realizadas pela instituição, que levaram o BC a decretar a liquidação extrajudicial do banco. A medida, no entanto, passou a ser contestada, abrindo espaço para novas análises sobre seus fundamentos.

🔎 O avanço das apurações ocorre em um momento em que o episódio deixou de se restringir ao campo policial. O caso passou a envolver discussões sobre a estabilidade do sistema financeiro, o papel dos órgãos reguladores e a atuação de diferentes instâncias do Estado.

Desde então, as investigações avançaram para apurar possíveis fraudes, desvios de recursos e eventuais tentativas de interferência em decisões regulatórias. Parte desses desdobramentos passou a tramitar sob sigilo no STF.

Nesta etapa da operação Compliance Zero, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, determinados pelo ministro Dias Toffoli, além de medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões.

Infográfico - Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master — Foto: Arte/g1

Infográfico – Entenda a polêmica dos CDBs do Banco Master — Foto: Arte/g1

Fonte: G1

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