Famílias de Sem-teto ocupam terreno na Zona Leste de SP há 3 meses; local deveria ter conjunto habitacional

Em 2015, Prefeitura de SP comprou terreno e prometeu entregar 300 unidades habitacionais, mas construtora não conseguiu iniciar obra e 200 famílias ocupam terreno.

Cerca de 200 famílias Sem-Teto ocupam, há três meses, um terreno onde o poder público deveria ter construído um conjunto habitacional na Zona Leste de São Paulo.

A ocupação Estrela de Davi, no Jardim Cagassu, tem vários barracos construídos. O terreno já tinha sido ocupado em 2017 e foi desocupado posteriormente.

Em 2015, o terreno foi comprado pela Prefeitura de São Paulo por mais de R$ 8,7 milhões com a promessa de entregar 300 unidades habitacionais em uma parceria com o estado e a Caixa Econômica Federal.

Mas a obra nem começou, pois a construtora que ganhou a concorrência e seria responsável pelo empreendimento foi impedida de atuar por problemas de documentação solicitada pela Caixa.

A Prefeitura de São Paulo disse que não pode procurar uma nova construtora porque as contratações de obras do programa Minha Casa Minha Vida estão paralisadas. O governo federal diz que os recursos disponibilizados para o programa foram suficientes para garantir a execução das obras já contratadas e a retomada das unidades paralisadas.

Algumas famílias dizem que estão na fila da moradia há 15 anos.

“Eu fiz em 2005 essa inscrição por moradia, já era pra ter saído isso aqui, não tenho como pagar aluguel. Quem vive com salário mínimo não tem como pagar aluguel”, afirmou a moradora Maria da Paz, que vive há 20 anos em ocupações. Ela mora em um quarto com dois filhos e o mais velho tem paralisia cerebral.

O local tem tantas crianças que tem até uma escolinha improvisada pelos moradores.

“Eu não sou professora formada, mas eu me prontifiquei que o básico que eu sei é alfabetizar as crianças. Essas crianças se não estivessem aqui estavam morando na rua, debaixo de ponte, o que seria o futuro delas, se não sabem ler e escrever e não tem uma moradia”, disse Josane Cristina da Costa.

Em nota, o governo do estado disse que vai liberar a sua parte da verba quando a Caixa Econômica formalizar o pedido. A Prefeitura de São Paulo falou que vai criar um programa para dar destinação a áreas que estão com problemas burocráticos como esse e vai orientar as famílias da ocupação a entrar na fila da casa própria do município com o cadastro na Cohab, mas muitos moradores já possuem esse cadastro.

Fonte: G1

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