Onze cidades da Grande SP já estão com planejamento da vacinação contra Covid-19 pronto

Cidades já começaram a organizar insumos para iniciar a vacinação da população de acordo com o plano estadual de vacinação. O governo de São Paulo prevê entregar a documentação que comprova a eficácia da CoronaVac para à Anvisa nesta quinta-feira (7).

Onze cidades da Região Metropolitana de São Paulo já estão com os planos de vacinação contra a Covid-19 prontos. Outras cinco estão finalizando os projetos de acordo com as diretrizes do governo estadual.

A cidade de Guarulhos informou que já recebeu 297 mil unidades de agulhas e seringas do governo. Itaquaquecetuba e São Caetano do Sul também estão com estoques de agulhas e seringas reservados para a vacinação, mas informaram que vão precisar de reforço.

Produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, a CoronaVac ainda precisa ter a eficácia comprovada antes de ser liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A previsão do governo de São Paulo é a de que os documentos sejam entregues à Anvisa nesta quinta-feira (7), quando também devem ser divulgados os resultados dos testes feitos no país.

Mesmo com os adiamentos na divulgação da eficácia da CoronaVac, o governo paulista mantém a previsão de início da vacinação para o dia 25 de janeiro, aniversário de São Paulo.

Em reunião com os prefeitos eleitos e reeleitos para explicar o plano estadual de imunização nesta quarta-feira (6), o governador João Doria alertou sobre os cuidados para lidar com a segunda onda da pandemia.

O secretário estadual do Desenvolvimento Social, Marcos Vinholi, disse no encontro virtual que o governo irá priorizar futuras parcerias e investimentos com as cidades que agirem com responsabilidade no combate à pandemia.

“Nós vamos priorizar aqueles que seguem o plano São Paulo, aqueles que estão irresponsáveis irão para o fim da fila no atendimento [de investimentos], é um momento de parceria, união e responsabilidade”, afirmou Vinholi.

“Vamos garantir a vacinação, os recursos para saúde, os leitos para todos os municípios do estado de São Paulo. Mas nas parcerias estabelecidas com as cidades, vamos priorizar os municípios responsáveis que respeitam à ciência e a vida”.

 

Logística para a vacinação

 

Segundo informações do secretário de saúde do estado, além dos 5.200 postos de vacinação já existentes nas cidades, esse número deve ser ampliado para 10 mil com a utilização de escolas, quartéis da PM, estações de trem, terminais de ônibus, farmácias e sistema drive-thru. No total, o governo de São Paulo recebeu até agora da China o equivalente a 10,8 milhões de doses da CoronaVac, considerando os lotes de vacina já pronta para aplicação e os de insumos que serão processados e envasados pelo Instituto Butantan.

Na logística da 1ª fase de imunização, o governo do estado prevê:

  • Atuação de 54 mil profissionais de saúde;
  • Uso de 27 milhões de seringas e agulhas (como são descartáveis, os materiais a mais fazem parte de uma margem de segurança);
  • 5.200 câmaras de refrigeração;
  • 25 postos estratégicos de armazenamento e distribuição regional;
  • 30 caminhões refrigerados de distribuição diária;
  • 25 mil policiais para escolta das vacinas e segurança dos locais de vacinação.

 

No total, o governo de São Paulo recebeu até agora da China o equivalente a 10,8 milhões de doses da CoronaVac, considerando os lotes de vacina já pronta para aplicação e os de insumos que serão processados e envasados pelo Instituto Butantan.

Eficácia da CoronaVac e registro na Anvisa

 

Representantes do Instituto Butantan se reúnem na tarde desta quarta-feira (6) com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para tratar dos resultados da CoronaVac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Instituto em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

A previsão é a de que os dados sobre a eficácia dos testes feitos no Brasil sejam divulgados em coletiva de imprensa do governo paulista nesta quinta (7).

Por questões de sigilos contratuais, o governo paulista não pode antecipar quais foram os índices obtidos no Brasil, mas, de acordo com o revelado pelo secretário da Saúde anteriormente, a vacina não atingiu 90% de eficácia nos testes que foram feitos.

Os resultados deveriam ter sido divulgados no dia 23 de dezembro, mas foram adiados pela segunda vez pelo governo paulista. Antes, a previsão era de que eles fossem conhecidos em 15 daquele mês.

Segundo o governo, a fase 3 dos testes da CoronaVac no Brasil registrou pelo menos 170 voluntários contaminados.

O estudo conclusivo mede a taxa de eficácia do imunizante comparando quantos caos confirmados ocorreram nos voluntários que receberam placebo e quantos naqueles que tomaram a vacina. A taxa mínima de eficácia recomendada pela Anvisa é de 50%.

No final do ano passado, a Turquia informou publicamente ter chegado ao percentual de 91,25% de eficácia da CoronaVac em testes preliminares feitos com 1,3 mil voluntários.

Fonte: G1