Estado de SP chega a 5,8 mil pacientes internados em UTI com Covid-19, maior número desde agosto

São Paulo tem ao todo 13.400 pacientes com coronavírus internados neste sábado (16) pela doença, sendo 7.571 em enfermaria e 5.829 em leitos de UTI. Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus afirma que alta das internações pode levar a Grande SP a ampliar medidas restritivas na próxima semana.

O número de pessoas internadas em leitos de UTI com suspeita ou confirmação de Covid-19 chegou a 5.829 no estado de São Paulo neste sábado (16), segundo os dados divulgados pela Secretaria Estadual da Saúde. O número é o maior desde o dia 08 de agosto de 2020, quando haviam 5.883 pacientes nesta situação.

Ao todo, há 13.400 pacientes com coronavírus internados em SP neste sábado, sendo 7.571 em enfermaria e 5.829 em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

As internações por Covid-19, considerados tantos os leitos comuns como os de terapia intensiva, têm se mantido acima de 10 mil desde o início de dezembro de 2020, o que pressiona o sistema de saúde e interfere no atendimento de outras doenças. A última vez em que o estado tinha mais de 10 mil pacientes internados havia sido em 17 de setembro.

Medidas restritivas

 

Devido à piora nos indicadores de saúde, o Governo de São Paulo antecipou a reclassificação do plano de flexibilização da economia e colocou 8 regiões em fases mais restritivas da quarentena nesta sexta-feira. A reclassificação não incluiu a Grande SP, mas segundo o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, Paulo Menezes, a velocidade no aumento das internações e mortes no estado pode levar a região a ter ampliação das medidas restritivas na próxima semana.

“Nós aguentamos de duas a 4 semanas neste velocidade de aumento, por isso, esperamos que haja uma redução da velocidade de aumento em função das medidas [restritivas]. É bem possível que a Grande SP nesta semana haja mais restrições de horário de funcionamento principalmente, para tentar reduzir a velocidade da transmissão e das internações consequentes”, afirmou Menezes neste sábado (16).

Pesquisa feita pelo sindicato dos hospitais particulares de SP mostra que maioria da rede privada no estado registra aumento de internações em 2021 e 64% dos hospitais particulares do estado de SP têm mais de 80% dos leitos de Covid-19 ocupados.

Mortes e novos casos da doença

 

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, foram contabilizadas 285 novas mortes por coronavírus nas últimas 24 horas no estado, elevando o total desde o início da pandemia para 49.885. Já o total de casos confirmados da doença subiu para 1.619.619, considerando os 13.774 novos registros nas últimas 24 horas.

Os novos registros não significam, necessariamente, que as mortes e casos aconteceram de um dia para outro, mas, sim, que foram computados no sistema neste período. As notificações costumam ser menores aos finais de semana e feriados, quando as equipes de saúde trabalham em esquema de plantão.

A média móvel diária de casos é de 11.301 neste sábado (16). O valor é 75% maior que o registrado há 14 dias, o que para especialistas também indica tendência de alta.

A média diária de casos está acima de 10 mil há oito dias seguidos. O último registro de média móvel acima de 10 mil casos no estado era de 18 de agosto.

Veja os novos registros no estado de SP nas últimas 24 horas:

  • 285 novas mortes
  • 13.774 novos casos

 

Veja o total no estado de SP desde o início da pandemia:

  • 49.885 mortes
  • 1.619.619 casos confirmados

 

Neste sábado, a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid-19 em toda rede de saúde, incluindo serviços particulares e públicos, é de 69,4% na Grande São Paulo e de 68% no estado.

Outras regiões do estado, no entanto, já registram valores acima de 80%. A região de Marília foi rebaixada para a fase vermelha do Plano São Paulo por apresentar uma ocupação de 83% na última sexta-feira.

Fase vermelha

 

O governo fez uma recomendação para que 43 cidades estão com ocupação de leitos de UTI acima de 80% adotem as regras da fase vermelha, mesmo se estiverem dentro de regiões classificadas em outra fase mais permissiva.

“Temos novos prefeitos que têm a chance de serem conhecidos por deixarem um legado responsável por cuidar da sua população e eles podem nesse momento tomar medidas mais restritivas para além das medidas de sua região”, disse a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen, em coletiva de imprensa nesta sexta.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, oito cidades da Grande São Paulo estão com taxas preocupantes, apesar de a região como um todo ter sido mantida na fase amarela.

“Oito municípios da Região Metropolitana estão tendo a recomendação para que possam vir para a fase vermelha. São os municípios: Carapicuíba, Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Franco da Rocha, Itapecirica da Serra, Itaquaquecetuba, Mairiporã e Mogi das Cruzes.”

Na cidade de São Paulo, grandes hospitais da rede particular, como o Albert Einstein e Sírio-Libanês, registram taxa de ocupação superior a 90%.

Os índices de ocupação variam dia a dia, e a central de regulação do estado é responsável por conseguir vagas para pacientes que estão na fila de atendimento.

Fonte: G1

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *