Abel explica planejamento do Palmeiras para final e diz: “Essa galera está preparada”

Assista à entrevista do português depois do empate por 1 a 1 com o Vasco, no Brasileirão

O empate por 1 a 1 entre Palmeiras e Vasco na noite desta terça-feira, no Allianz Parque, em jogo atrasado da primeira rodada do Brasileirão, não foi o assunto principal da entrevista coletiva do técnico Abel Ferreira. O principal tema abordado pelos jornalistas foi a final da Libertadores.

Depois de uma sequência de dez jogos nos últimos 30 dias, o Verdão preservou os titulares para o clássico contra o Santos, que será disputado no Maracanã, no sábado, e vale o título sul-americano. Para Abel Ferreira, o elenco palmeirense está preparado para o momento de decisão.

– É um jogo muito particular, é uma final. É fruto de um grande trabalho das duas equipes. Chegam as duas com mesmo desejo e ambição. Da minha parte, vamos nos preparar como temos feito em todos os jogos, encarar as emoções que temos e aceitá-las. Quando chegar o momento do apito do árbitro concentrar nossa energia para o plano de jogo… Não é esta semana. Tenho falado antes. Não vamos nos preparar agora, estamos nos preparando. Tenha certeza absoluta que essa galera está preparada para esta final – afirmou o português.

Aos 42 anos, Abel Ferreira vive a expectativa de conquistar seu primeiro título como treinador profissional. O treinador português está no Verdão desde novembro e, além da Libertadores, terá a oportunidade de decidir a Copa do Brasil.

– Para ganhar títulos temos de estar em clubes como o Palmeiras. Foi esse o grande desafio que aceitei. Senti e sinto que temos todas condições para isso. Foi por isso que atravessei o Atlântico, para eu, juntamente com os jogadores, neste grande clube, trabalhar para chegar em decisões e ganhar. Encaro de forma natural. Por trás é muito trabalho, não esqueço do trajeto desde quando comecei até agora. Há sempre uma primeira vez, temos de aproveitar… Desafiar-nos e dar nosso melhor – falou.

– Além da tensão e da emoção, foi para isso que estudei e trabalhei tanto, para chegar à final e desfrutar com responsabilidade e viver este momento. Nem todos jogadores e treinadores chegam à final. Temos esse privilégio e temos de fazer o que nos compete, que jogar em alto nível – disse o comandante palmeirense.

O Palmeiras se reapresenta na Academia de Futebol na manhã desta quarta-feira e depois segue viagem para o Rio de Janeiro. A final da Libertadores contra o Santos será no sábado, às 17h, no Maracanã.

Veja outros trechos da entrevista coletiva de Abel Ferreira:

Balanço dos jogos antes da final
– Acho que tem sido a primeira vez na história que uma equipe tem dez jogos no mês. Não sei se mais alguém teve, mas desafio quem gosta de estudar futebol. Estou convencido que somos uma das únicas equipes com dez jogos no mês. É duro, pesado, temos de pensar no presente e no futuro, pensar de forma global, na gestão de energia e jogar na máxima força. A cada jogo jogaram aqueles que estavam na máxima força. É humanamente impossível. Temos jogadores que só com um dia de intervalo tiveram de jogar hoje e deram conta do recado, poderíamos ter chegado ao intervalo com dois ou três. Infelizmente não conseguimos materializar em gol. Mas o processo está lá e temos de continuar a fazer. A gestão foi feita para chegarmos ao décimo jogo e termos toda a equipe. Essa era nossa estratégia, conseguimos chegar com a equipe inteira a esta final.

Sobre as chances desperdiçadas:
– O que me agrada como treinador é perceber que uma equipe que nunca tinha jogado junto, nunca vimos Felipe Melo, Scarpa e Lucas Lima no meio, Renan na lateral esquerda, o Gabriel Silva na frente, que é um garoto com qualidade e muito caminho para andar, com Lucas Esteves adaptado como extremo, e a equipe criar como criou. Vejo a pergunta pelo lado positivo. Como montar essa equipe e mostrar essa qualidade. Isso que tenho que ressaltar. Falhar gols falham as equipes do Klopp, do Guardiola, as melhores equipes do mundo. O importante é ter identidade da equipe. Eu fiquei contente que nós em condições físicas difíceis conseguir por 45 minutos ter jogo, ter nossa equipe ter uma boa circulação de bola.

Semana para treinar os titulares:
– Temos um trabalho que está a ser feito desde quando chegamos. Eu com jogadores, jogadores comigo, conhecem os princípios. Tivemos esse tempo, é verdade. Jogar de dois em dois dias, dez jogos no mês… Temos de fazer essa gestão. Não há outra forma sob pena de termos muitos lesionados. Tivemos alguns. Chegamos a três ou quatro dias da final da Libertadores com a equipe inteira, preparados. Vamos recuperar estes, seguramente estaremos prontos para a final

Escalação para a final definida?
– É um trabalho que é feito contínuo. Às vezes todos os comentaristas fazem uma previsão de equipe que vai jogar e nossa equipe é sempre interrogação à direita, à esquerda…O goleiro sabemos que joga porque é craque. Mas no resto há interrogações. Nossa força está no jogo coletivo, é por aí que vamos apostar para estarmos preparados para a final.

Motivação e preparação para a final:
– É uma oportunidade que temos. Trabalhamos toda nossa vida para chegar ao futebol de mais alto nível. Temos de aproveitar. Esta final não é nada mais nada menos do que fruto do trabalho que fizemos. É essa pergunta que temos de fazer. É o que nos trouxe até aqui. Não vamos alterar processos, vamos manter a nossa identidade, a nossa forma de ser e estar dentro do grupo. É normal que fora comente, o que vou dizer aos jogadores é que desfrutem do momento. Que vivam esse momento com grande intensidade, que façam aquilo que sabem fazer, que é jogar futebol em alto nível. É um grande desafio. Prefiro ter toda essa tensão do que estar em casa a ver o jogo sentado. Este era nosso sonho, disputar a final para vencer e sentir todas emoções, controlar e desfrutar dentro das quatro linhas. Chega de estar em casa e ver os outros a disputar a final. Todas emoções são normais. Temos de ser inteligentes e perceber até onde vai e onde nos ajuda essa tensão. Temos de viver nossa vida, fazer o que temos feito até aqui e acreditar nosso processo.

Fonte: G1

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