{"id":11491,"date":"2026-01-06T17:11:42","date_gmt":"2026-01-06T20:11:42","guid":{"rendered":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/?p=11491"},"modified":"2026-01-06T17:11:42","modified_gmt":"2026-01-06T20:11:42","slug":"bem-estar-apenas-33-dos-brasileiros-conseguem-investir-em-saude-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/?p=11491","title":{"rendered":"Bem-estar: apenas 33% dos brasileiros conseguem investir em sa\u00fade, diz pesquisa"},"content":{"rendered":"<h1>Bem-estar: apenas 33% dos brasileiros conseguem investir em sa\u00fade, diz pesquisa<\/h1>\n<h2>\nPesquisa mostra que os brasileiros reconhecem a import\u00e2ncia do bem-estar, mas certos fatores ainda determinam quem consegue cuidar da sa\u00fade mental com regularidade<\/h2>\n<p>Por: Isabella Bisordi \/ Bons Fluidos<\/p>\n<p>Cuidar da sa\u00fade emocional e mental j\u00e1 faz parte do imagin\u00e1rio coletivo dos brasileiros. A maioria reconhece que bem-estar n\u00e3o \u00e9 luxo, mas necessidade. Ainda assim, transformar esse desejo em pr\u00e1tica cotidiana segue sendo um desafio &#8211; especialmente quando entram em cena fatores como renda, carga de trabalho e falta de tempo.<\/p>\n<p>Levantamento revela que 87% dos brasileiros priorizam o bem<br \/>\nFoto: estar, mas apenas um ter\u00e7o consegue investir em autocuidado de forma cont\u00ednua &#8211; Reprodu\u00e7\u00e3o: Canva\/Brenda Sangi Arruda \/ Bons Fluidos<br \/>\n\u00c9 o que revela um levantamento recente realizado pelo Instituto Locomotiva em parceria com a QuestionPro. A pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas com 18 anos ou mais, de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, e tra\u00e7a um retrato claro: o bem-estar \u00e9 prioridade para quase todos, mas acess\u00edvel de forma desigual.<\/p>\n<p>Not\u00edcias relacionadas<\/p>\n<p>Degenera\u00e7\u00e3o macular: como identificar, tratar e conviver com a doen\u00e7a<\/p>\n<p>Sou nutricionista e garanto: &#8220;Coloque no feij\u00e3o que ajuda a aliviar incha\u00e7o e gases&#8221;<\/p>\n<p>4 signos que ter\u00e3o melhora financeira em 2026<\/p>\n<p>Bem-estar \u00e9 prioridade, mas nem sempre poss\u00edvel<br \/>\nSegundo o estudo, 87% dos brasileiros afirmam que o bem-estar \u00e9 importante e est\u00e1 diretamente ligado ao equil\u00edbrio emocional e mental. Apesar disso, apenas 33% conseguem investir de maneira cont\u00ednua em atividades ou servi\u00e7os ligados ao autocuidado.<\/p>\n<p>Entre as pessoas das classes D e E, as barreiras s\u00e3o ainda mais evidentes: 35% relatam investir apenas de forma ocasional e 25% dizem n\u00e3o conseguir investir em bem-estar por falta de condi\u00e7\u00f5es financeiras. O problema, portanto, n\u00e3o \u00e9 a falta de interesse, mas as limita\u00e7\u00f5es impostas pela realidade cotidiana.<\/p>\n<p>Tempo livre tamb\u00e9m \u00e9 um privil\u00e9gio<br \/>\nO levantamento mostra que o acesso ao tempo para cuidar de si varia bastante conforme a renda. Enquanto 81% das pessoas das classes A e B dizem conseguir reservar momentos para o bem-estar, esse n\u00famero cai para 66% entre as classes D e E.\u00a0Metade da popula\u00e7\u00e3o brasileira afirma ter apenas uma a duas horas por dia para se dedicar ao autocuidado. O excesso de trabalho aparece como o principal fator que limita esse tempo, especialmente entre os grupos de menor renda, que enfrentam jornadas mais longas, deslocamentos maiores e menos flexibilidade.<\/p>\n<p>Para Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, essa diferen\u00e7a revela uma quest\u00e3o estrutural: &#8220;O investimento em bem-estar \u00e9 um esfor\u00e7o presente em todas as rendas. O que muda n\u00e3o \u00e9 a vontade de se cuidar, mas a frequ\u00eancia poss\u00edvel. Nas classes mais altas, o cuidado cabe de forma regular na rotina. Nas classes mais baixas, ele acontece de maneira ocasional, n\u00e3o por falta de prioridade, mas porque as limita\u00e7\u00f5es financeiras empurram o autocuidado para os intervalos da vida&#8221;.<\/p>\n<p>Alimenta\u00e7\u00e3o, exerc\u00edcio e lazer: onde a desigualdade aparece<br \/>\nAs maiores diferen\u00e7as entre as classes sociais surgem justamente nas \u00e1reas mais associadas ao bem-estar f\u00edsico e emocional. O acesso a uma alimenta\u00e7\u00e3o considerada mais saud\u00e1vel, por exemplo, alcan\u00e7a 69% nas classes A e B, mas cai para 50% nas classes D e E.<\/p>\n<p>O mesmo padr\u00e3o se repete na pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos: 57% entre os mais ricos contra apenas 33% entre os de menor renda. J\u00e1 o lazer &#8211; que inclui passeios, viagens e momentos de descanso &#8211; est\u00e1 dispon\u00edvel para 43% das classes A e B, enquanto apenas 27% das classes D e E conseguem acessar esse tipo de atividade.<\/p>\n<p>PUBLICIDADE<\/p>\n<p>Dinheiro pesa (e muito) na sa\u00fade mental<br \/>\nA pesquisa tamb\u00e9m revela o impacto direto da situa\u00e7\u00e3o financeira no equil\u00edbrio emocional. Para 89% dos brasileiros, o dinheiro influencia o bem-estar, e metade afirma sentir esse impacto de forma intensa.<\/p>\n<p>As preocupa\u00e7\u00f5es financeiras lideram a lista de fatores que prejudicam a sa\u00fade mental, sobretudo entre as classes C, D e E. Isso ajuda a explicar por que a percep\u00e7\u00e3o de sa\u00fade emocional tamb\u00e9m varia conforme a renda: 72% das pessoas das classes A e B avaliam sua sa\u00fade mental como boa, contra 49% nas classes D e E. J\u00e1 a percep\u00e7\u00e3o de sa\u00fade mental ruim ou muito ruim atinge 16% entre os mais pobres, contra apenas 5% entre os mais ricos.<\/p>\n<p>Quem consegue melhorar o pr\u00f3prio bem-estar?<br \/>\nQuando questionados sobre a evolu\u00e7\u00e3o do bem-estar nos \u00faltimos anos, 61% dos brasileiros dizem que se sentem melhor hoje do que h\u00e1 cinco anos. Esse \u00edndice sobe para 69% nas classes A e B e cai para 53% nas classes D e E. A forma como essa melhora acontece tamb\u00e9m muda conforme a renda. Entre os brasileiros de maior poder aquisitivo, 61% atribuem a evolu\u00e7\u00e3o principalmente a si mesmos. J\u00e1 nas classes D e E, esse percentual cai para 51%, enquanto fam\u00edlia, trabalho e religi\u00e3o ganham mais peso como redes de apoio emocional.<\/p>\n<p>Trabalho: fonte de realiza\u00e7\u00e3o ou desgaste?<br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o entre trabalho e bem-estar aparece dividida. Para 38% dos brasileiros, o trabalho contribui positivamente para a qualidade de vida. Outros 31% dizem que ele n\u00e3o interfere, enquanto 31% avaliam que o impacto \u00e9 negativo. Nas classes A e B, a percep\u00e7\u00e3o positiva sobe para 42%, indicando que condi\u00e7\u00f5es mais favor\u00e1veis de trabalho tamb\u00e9m influenciam diretamente a sa\u00fade emocional.<\/p>\n<p>Como os brasileiros cuidam da mente no dia a dia<br \/>\nApesar das limita\u00e7\u00f5es, o autocuidado acontece, principalmente, por meio de pr\u00e1ticas acess\u00edveis e integradas \u00e0 rotina. Entre as estrat\u00e9gias mais citadas para cuidar da sa\u00fade mental est\u00e3o: pr\u00e1tica de exerc\u00edcios f\u00edsicos (50%); lazer e hobbies (49%); contato com amigos e familiares (48%); alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada (37%); medita\u00e7\u00e3o e pr\u00e1ticas de relaxamento (23%). Esses dados mostram que, mesmo diante de restri\u00e7\u00f5es, os brasileiros buscam caminhos poss\u00edveis para preservar o equil\u00edbrio emocional.<\/p>\n<p>O que a pesquisa revela sobre o Brasil de hoje<br \/>\nO retrato que emerge do estudo \u00e9 claro: o desejo de cuidar da sa\u00fade mental \u00e9 amplo, mas o acesso ao bem-estar ainda \u00e9 profundamente desigual. Para muitos brasileiros, n\u00e3o falta consci\u00eancia nem prioridade &#8211; falta tempo, dinheiro e condi\u00e7\u00f5es estruturais para transformar o autocuidado em h\u00e1bito constante. Um lembrete de que cuidar da sa\u00fade mental n\u00e3o pode ser visto apenas como escolha individual, mas tamb\u00e9m como reflexo das condi\u00e7\u00f5es sociais em que se vive.<\/p>\n<p>Fonte: terra.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bem-estar: apenas 33% dos brasileiros conseguem investir em sa\u00fade, diz pesquisa Pesquisa mostra que os brasileiros reconhecem a import\u00e2ncia do<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11496,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"colormag_page_container_layout":"default_layout","colormag_page_sidebar_layout":"default_layout","footnotes":""},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-11491","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11491"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11491\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11497,"href":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11491\/revisions\/11497"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11496"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/metropoleemfoco.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}